Ari, o grande.

ari-papeando.jpg

Aristóteles, aquele lá da Grécia, há mais de 2.300 anos, dizia que:

“o homem adquire virtude pela repetição dos hábitos”.

Grande cara, esse Ari.

Já parou pra pensar sobre o que ele estava falando? Pensa aí.

Seu caráter é definido pelos seus valores. E seus valores são resultado do seu comportamento.

Por exemplo: se o seu comportamento é sempre dizer a verdade, você adquire a verdade como um valor. E aí, você se torna uma pessoa honesta (caráter).

Não dá pra inverter isso, né? Você começa dizendo pra si mesmo (e para os outros) que é honesto, e aí, um dia, começa a enxergar a verdade como um valor. E depois disso, como mágica, você para de dizer as mentirinhas e começa a falar a verdade.

Não dá.

Comportamento sempre vem primeiro, mesmo que ele ande na contramão do caráter.

ari.jpg


O Ari concordava comigo (haha). Ele dizia que não existe a tal “virtude inata”. Aquele ser humano que simplesmente “nasce iluminado”, que já é virtuoso desde o berço.

Pra ele (e pra mim), o caráter é construído pela repetição dos atos. Os atos geram hábitos (que ele chamava de “costumes”), e os hábitos viram virtudes. As “virtudes de caráter” são desenvolvidas pela educação, prática e hábito.

Curioso, né?

Educação, prática e hábito.

Você aprende algo, lendo um livro, vendo um vídeo ou fazendo um curso.

Você coloca o conhecimento em prática, testando aquilo que aprendeu, falhando, começando de novo, testando.

Você repete a prática com consistência, todo santo dia, sem dar desculpas, até que aquilo vire parte de você.

Basicamente, são só essas 3 coisas que separam quem você é hoje de quem você quer ser.

Não é uma fórmula mágica, é um processo repetitivo, cansativo e, muitas vezes, bem chato, esse de mudar. Mas é o jeitinho que funciona desde 300 a.C. - provavelmente vai funcionar pra você também.



- - 


E ainda sobre o Ari… ele dizia uma outra coisa, bem bacana:

“das virtudes não se deve desviar nem por defeito, nem por excesso, pois a virtude consiste na justa medida: longe dos dois extremos”.


O Ari sabia das coisas.